Henrique Rosa

Conquista histórica do Clube de Finanças: terceiro lugar do 10th CFA Research Challenge

Conquista histórica do Clube de Finanças: terceiro lugar do 10th CFA Research Challenge

O CFA Research Challenge é a maior competição de análise de empresas do mundo e seu desafio é recomendar ou não a empresa escolhida.

Presente em 81 países, com mais de 5 mil estudantes, 3 mil voluntários e mil universidades, a competição no Brasil, em 2016, contou no total com 14 faculdades inscritas e 62 estudantes. Cada equipe teve como desafio apresentar um relatório de até 10 páginas e escrito em inglês, estimando o valor justo e analisando de forma completa a empresa estudada. Este era o meio para embasar a opinião final de comprar, vender ou se manter neutro a empresa.

Para a 10ª edição, a análise proposta pelo CFA Institute foi da varejista Magazine Luiza, notória pelo recente crescimento de seu valor de ação na bolsa de valores em 2017.

Após a primeira etapa, 4 equipes são selecionadas para a apresentação final, em São Paulo, a uma banca de experientes analistas que darão a sua nota a apresentação, que somada a nota do relatório e mesmo peso, definirá o campeão nacional e que representará o país na etapa das Américas.

A UDESC, de forma histórica, garantiu seu espaço entre os 4 finalistas da etapa regional do Brasil em sua primeira participação, com uma equipe formada pelos estudantes André Digiacomo, Henrique Rosa e Igor Lodygensky, todos do Clube de Finanças, e mentoria do professor Marco Goulart e analista Lucas Ferrazza.

“WE ARE PLEASED TO ANNOUNCE THAT THE FEA- USP TEAM WON THE LOCAL LEVEL OF THE CFA RESEARCH CHALLENGE 2017-2018 EDITION. THE TEAM’S ORGANIZATION, CONFIDENCE AND CLEAR ANSWERS IN THE PRESENTATION PANEL SURPRISED THE AUDIENCE AND THE JUDGE. INSPER’S TEAM GOT SECOND PLACE, FOLLOWED HISTORICALLY BY UDESC IN THIRD PLACE AND POLI-USP IN FOURTH PLACE.” – CFA Society Brazil
Assim, disputando sua vaga para a final das Américas contra Insper, USP-FEA e USP-Poli, também finalistas da etapa local do 10º CFA Institute Research Challenge, a equipe apresentou em inglês no sábado de 25/11, na sede do Banco JP Morgan em São Paulo, sua análise para uma banca durante 10 minutos.

Ao final, a equipe da Udesc garantiu a terceira posição na maior competição de análise de empresas do Brasil, quebrando a hegemonia do eixo Rio-São Paulo que a muito tempo preenchia todo o pódio.

]2 Equipe CF – Da esquerda para a direita: André Digiácomo, Henrique Rosa e Igor Lodygensky.

Para saber mais sobre o CFA acesse: https://www.cfainstitute.org/

Para saber mais sobre a Udesc/Esag acesse: http://www.esag.udesc.br/

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Tape Reading: introdução ao tema

Tape Reading: introdução ao tema

Um breve resumo da técnica abordando o histórico e sua aplicação no mercado financeiro atual.

A origem do Tape Reading se remonta nos primórdios do mercado eletrônico em que informações, relacionadas ao volume de compra e venda, eram gravadas em fitas de papel (tapes) as quais sua leitura eram realizadas somente por especialistas, como programadores ou profissionais de mercado, com o objetivo de se reconhecer jogadores (players) dominantes que geravam tendências nos valores dos objetos de investimento e que através deste reconhecimento, podiam adentrar ao mercado numa operação com maior precisão, dado suas intenções de ganho e perda.

Percebe-se então que Tape Reading é uma técnica do mercado financeiro de leitura de fluxo.
Esta técnica fora muito empregada, sequencialmente, pelos negociadores da bolsa de pregão de viva voz, em que se observavam não mais a fita de movimentação, mas sim o comportamento humano dos demais negociadores que representavam o interesse de grandes instituições ou grupo de investidores.

Tal manejo da técnica se consistia na percepção das intenções de negociação de outros negociadores do mercado – buscando-se os maiores e mais influentes -, que uma vez diariamente em relação, são conhecidos e fáceis de compreensão e leitura comportamental. Tendo isto por base, vendo que um influenciador de mercado realiza uma grande operação, segue-se aproveitando de seu fluxo com o objetivo de participar do início de tendência do mercado (para tal influenciador é dado o apelido no mercado de “tubarão”).

No entanto, após o último pregão de viva voz do Brasil, em Junho de 2009, a técnica precisou se reinventar e para isso, os operadores que praticavam Tape Reading adaptaram a técnica para os dias atuais de mercado eletrônico, utilizando-se de outras ferramentas.

Para o uso da técnica atualmente, questões se apresentam, diante das necessidades dos investidores: Posso utilizá-la para swing trade (operação diária)? Posso utilizá-la para day trade (operação intraday)? Posso utilizá-la para investimento no longo prazo? Para todas as questões a resposta é afirmativa, apesar de sua aplicação inicial, quando reformatada, ter iniciado na modalidade de investimento day trade. Mas, para aplicação da técnica nos diferentes horizontes de tempo, se faz necessário o uso de ferramentas distintas para a técnica de Tape Reading. Além disso, é válido ressaltar que esta técnica é bastante empregada no mercado profissional em paralelo com a análise grafista, tendo como foco os ativos que tenham fluxos de operação como Ações, Dólar, índices, Futuro e Opções. 

Apesar de se haver nitidamente uma consideração de que a técnica é quase infalível, a sua realidade é de que seus resultados podem ser tão grandes, quanto ínfimos, para os operadores, comparavelmente aos demais que utilizam outras técnicas, não havendo consenso científico a respeito. Para compreensão maior diante os prós, relaciona-se a precisão da técnica quando em momentos de baixíssima liquidez (observando o book de ofertas), enquanto para os contras há as seguintes definições: Se aplica a mercados de baixa liquidez; Exige baixos custos; Requer ferramentas específicas; Requer muita atenção; Aprendizado Demorado.

Em específico paras as ferramentas, é importante frisar a necessidade de Profundidade Longa de preços (muitos níveis de preço no Book de Ofertas) e baixa latência (execução rápida), o que para isto, geralmente tem de ser uma plataforma paga. Já para o quesito atenção, esta técnica cobrará de seu operador a paciência e condições para o seu uso, dependendo inclusive de questões psicológicas, a exemplo das pessoas que sofrem do Déficit de Atenção.

E para o Aprendizado se faz necessário à prática orientada.
A sua prática relaciona-se ao estudo do comportamento dos agentes do mercado, que especialmente no brasileiro é possível ter conhecimento da origem das ordens, sabendo assim o papel praticado por cada agente durante a formação de valor, tal como um seriado possui sua estória e seus personagens. Assim, não acompanhar o comportamento por um determinado período gera sérios riscos da não mais compreensão dos papéis dos atores na formação de preço, impedindo seu posicionamento eficiente para aproveitamento de oportunidade de investimento.

Pode-se operar por base ao Tape Reading por meio de plataformas que permitem a análise, exemplificado pela ninjatrader da forex, havendo também uma boa conexão (banda larga ou cabeamento), computador com processador regular (ex: I5) e placa de vídeo boa (ex: NVS), tendo especial atenção para com o mouse e teclado, em que ambos devem ser cabeados com o objetivo de se diminuir a latência (ping).

Já diante as ferramentas de avaliação de compra e venda intraday por Tape Reading, devemos observar o Book de Ofertas *e *Times & Trades. Duas tabelas, que respectivamente nos fornecem informações de posições em stop (operações em espera) e de negociações.

O termo Agressor utilizado neste meio representa a compra ou venda a mercado, pois movimenta o preço, ou seja, agressor é aquele que move tendência (visível no Times & Trades). Para a tabela Book de Ofertas observamos os agentes que permitem liquidez ao mercado, que quando renovadores de suas posições, possuem importante papel na análise, pois serão assim os definidores de topos de fundos. Outros termos comuns são: Batendo, que representa venda; Tomando, que representa compra.

Em uma análise específico-prática de Tape Reading e Robôs, a técnica novamente se faz valer. No entanto, ressaltaremos o uso dos robôs negociadores em que geralmente são muito utilizados por instituições, tais como T-wab (ponderado no tempo) e V-wap (ponderando no volume). O seu uso se faz valer quando o responsável físico negociador (trader) está com demandas que superam sua capacidade de observação e assertiva para definição da realização das operações.

O robô T-wap funciona como um descarregador de uma ordem de grande volume no mercado, na busca de se manter um preço médio alto, em que se faz a distribuição das ordens no tempo. E como o mercado está repleto de tais práticas, observa-se em um curto espaço de tempo o lado com maior possibilidade de vencer. Para o robô V-wap, sua ação é a mesma que a do anterior, mas com a ponderação em volume financeiro realizado do ativo, em que, quanto maior liquidez do mercado no momento, mais despejado será, sendo que o inverso também será verdadeiro.

Quando combina-se o Tape Reading com análise técnica, pode-se adotar como stop de saída (limite para venda do ativo), situação de “paredão” em que claramente, diante o movimento, sabe-se que a quantidade de ordens necessárias para superar a quantidade de suas contrárias em stop deverá ser grande, visualmente, quando comparado com as demais posições de preço. Isto permite realizar posições de stop curtos, inclusive mais curtos do que observado por análise gráfica. Além disso, observando a quantidade de negociadores (players), perceberá se há ou não algum blefe de mercado de um determinado agente que queira impactar o preço sugerindo ação contrária, podendo assim se precaver. E como aproveitamento de oportunidade, desta situação de análise descrita, pode-se realizar pivô de venda, por exemplo.

Outro estilo específico com Tape Reading para ganhos é a entrada na virada de preço, em que nos mercados pouco voláteis, mas com alta liquidez (exemplo: dólar em determinados momentos, DI e algumas ações) procura-se comprar numa posição liquidadora para em seguida entrar em venda na posição seguinte de tendência de mercado, de forma rápida, propiciando assim uma boa posição na fila de liquidações de operações, caso o preço novo de mercado chegue a posição. Exemplo: vendo que as ordens de venda em 49 estão sendo consumidas, você se posiciona em compra rápido e se reposiciona, após, em venda em 50 para ficar próximos aos primeiros na fila de venda.

Abaixo segue o vídeo de Tape Reading, no qual observamos o emprego das técnicas durante o pregão.

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10 livros fora da curva

10 livros fora da curva

Saiba quais são os principais livros que grandes profissionais do mercado indicam.

Aprender com os melhores é importante e o seu primeiro passo é tomar conhecimento de suas leituras. Desta forma, os livros a seguir são retirados de notas de indicação dos autores colaboradores do livro Fora da Curva, que conta com a participação de diversos profissionais-referência do Mercado Financeiro Brasileiro.

Assim, selecionamos dez títulos, dos mais curiosos aos mais técnicos, apresentando breve história do profissional que o indicou e do livro indicado. Para os mais famintos, cada breve história segue de sua continuidade em “leia mais”.

****André Jakurski

André Roberto Jakurski é sócio fundador e diretor da JGP Gestão de recursos Ltda e anteriormente era diretor executivo. Ele é responsável pelas atividades de renda fixa, equity e moeda nos mercados globais. Leia mais

Livro indicado: Security Analysis – Benjamin Graham

Security Analysis é um livro escrito pelos professores Benjamin Graham e David Dodd da Columbia Business School, que estabeleceram a base intelectual para o que mais tarde seria chamado de Value Investing. Leia mais

Antonio Bonchristiano

O Bonchristiano é membro do conselho e CEO da GP Investments. Ele ingressou na GP Investments em 1993 e é diretor administrativo desde 1995. Antes de ingressar na GP Investments, o Bonchristiano era sócio da Johnston Associates Inc., uma consultoria de finanças com sede em Londres, e trabalhou para a Salomon Brothers Inc. em Londres e Nova York. Leia mais

Livro indicado: Elon Musk – Ashlee Vance

Em Elon Musk: Tesla, SpaceX e a Quest for a Fantastic Future, a veterana jornalista de tecnologia Ashlee Vance fornece o primeiro olhar interno para a extraordinária vida e os tempos do empresário mais audacioso do Vale do Silicon. Leia mais      

Florian Baturnek

Florian Bartunek é sócio fundador e diretor de investimentos/diretor executivo da Constellation Investimentos e Participações Ltda (nome alternativo Constellation Asset Management). Leia mais

Livro indicado: Ações Comuns, Lucros Extraordinários – Philip Fisher

Este livro é um dos maiores clássicos da área de investimentos em ações. Sua leitura oferece elementos para uma melhor compreensão sobre o tema, além de técnicas de avaliação que possibilita ao investidor se envolvermais com os seus investimentos. Leia mais

Guilherme Aché

Guilherme Aché, sócio-fundador da Squadra Investimentos, gestora focada no mercado de ações. Economista formado pela Faculdade Cândido Mendes, Aché começou no Pactual no início dos anos 1990, ainda como estagiário, tornando-se, em 1993, chefe da área de análise de empresas. Leia mais

Livro indicado: Charlie Munger: the Complete Investor – Then Griffin

Charlie Munger, vice-presidente visionário de Berkshire Hathaway e parceiro financeiro indispensável de Warren Buffett, superou os índices de mercado repetidas vezes e ele acredita que qualquer investidor pode fazer o mesmo. Leia mais

Guilherme Affonso Ferreira

Guilherme Affonso Ferreira atua como Diretor Presidente da Bahema Participações S / A. Ferreira está como Gerente de Investimento no Rio Bravo Investimentos, na empresa têxtil Tavex e na varejista Pão de Açúcar. Leia mais

Livro indicado: Os tambores de São Luís – Josué Montello

Publicado em 1975, este livro é um romance em duas marchas. Numa delas, a acelerada, o escritor Josué Montello tenta retratar as várias fases da História do Maranhão. Josué Montello procurou com este romance, fixar sobretudo o problema do negro, suas lutas, suas tragédias. Leia mais

José Carlos Reis de Magalhões Neto

José Carlos Reis de Magalhães Neto, foi presidente da Tarpon Investimentos S.A. desde 4 de março de 2013 e atua como sócio fundador / sócio-geral e diretor executivo. Magalhães é o fundador da TIG Holding Ltd. e atua como Presidente do Conselho de Administração, Chief Executive Officer, Chief Investment Officer, Managing Partner e Vice-Presidente. Leia mais

Livro indicado: Purpose: The starting point of great companies – Nikos Mourkogiannis e Roger Fisher

Em Purpose, o pensador de renome mundial Nikos Mourkogiannis transforma toda a idéia de liderança em sua cabeça e mostra que a escolha entre valores e sucesso não é uma escolha. Mourkogiannis argumenta que as empresas devem satisfazer a necessidade de propósito – um conjunto de valores que define uma organização e inspira e motiva seus funcionários. Leia mais

Luiz Fernando Figueiredo

O Luiz Fernando Figueiredo é sócio fundador e diretor de investimentos do Grupo de Gestão de Ativos da Mauá Sekular Participações SA. Figueiredo é responsável pelo Comitê de Gestão de Carteira e Alocação na Mauá Sekular Participações SA. Ele também é responsável pelas atividades de gerenciamento de fundos da Mauá Sekular Participações SA. Leia mais

Livro indicado: Bancos Centrais: teoria e prática – Alan Blinder

Tendo ao mesmo tempo experiência didática como professor da Universidade de Princeton e experiência prática como vice-presidente do Federal Reserve, Alan Blinder explica o que é e o que faz um Banco Central. Leia mais

Luis Stuhlberger

Luiz Stuhlberger atua como Diretor de Investimentos e Gerente de Fundo da Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management S.A. Ele é o Diretor de gerenciamento de portfólio para essas três empresas. Atualmente, Stuhlberger administra um fundo de hedge no Brasil. Leia mais

Livro indicado: Tomorrows Gold: Asia’s Age of Discovery – Mar Faber

O reconhecido assessor de investimentos, Marc Faber, pretende encontrar o ouro de amanhã, as classes de ativos que superam o futuro. Longe de ser uma leitura sensacional das runas, este livro aprofunda o passado, para traçar a evolução das tendências dos investidores e avaliar a forma como novos padrões podem surgir. A mudança é o tópico. Leia mais

Meyer Joseph Nigri

Meyer Joseph Nigri é o sócio fundador da Tecnisa S.A. e atua como presidente da Diretoria Executiva. Nigri é Diretor Executivo e Diretor de Novos Negócios da Tecnisa S.A. desde janeiro de 2010 e atuou como Presidente e Diretor de Negócios Premium. Leia mais

Livro indicado: Em busca de sentido – Viktor Frankl

O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da logoterapia. Leia mais

Pedro Damasceno

Pedro H. Damasceno é Diretor Gerente e Parceiro do Dynamo International no Dynamo Internacional Gestao De Recursos Ltda. e foi afiliado ao Dynamo Internacional Gestao De Recursos Ltda. desde março de 2006. Leia mais

Livro indicado: Merchants of Debt – George Anders

Primeiro publicado em 1992 (por Basic Books), esta reimpressão é oportuna agora na sequência da Enron e da WorldCom. Leia mais

Para conhecer mais sobre estes nomes, a Infomoney lançou uma série de episódios de entrevista com alguns destes profissionais. Veja aqui estas entrevistas e entenda cada vez mais sobre suas visões de mundo!

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Introdução a funções básicas financeiras no R

Introdução a funções básicas financeiras no R

**Se você é um estudante de economia, ou um interessado no assunto, e já parou para pensar “Será que vou me ferrar no futuro por não saber programar?”, com certeza este artigo é para você. **

Afinal, existe uma pitada em você de mistura de medo com curiosidade e, com tempo, pode ter certeza, vai ficando maior. Para isso, estamos aqui para desmistificar sobre os primeiros passos, em específico, para programar em R, um software tão potente quanto amplo, com vasta aplicação no mundo de finanças.

O que é R

Direto ao ponto, R é uma linguagem e ambiente para computação estatística e gráficos desenvolvida por John Chambers e colegas na Bell Laboratories, tendo como diferencial a facilidade para plotar gráficos, além de ser de graça e rodar em diversas plataformas, tais como Windows e MacOS.

Em específico, para o mercado financeiro existem diversas aplicações para análises financeiras, sendo muito mais intuitivas para compreender conceitos da economia, a exemplo, os de econometria.

A propósito, com o R é mais fácil baixar dados da internet, cortando o tempo perdido e a chatice de ficar entrando nos sites-fonte para baixar planilhas. Enfim, basta explorá-lo que você poderá fazer qualquer coisa – até criar jogos, apesar de não ser o objetivo do programa.

Para saber mais, indico fortemente fuçar o site do R, além de ler o que está escrito aqui. Neste último texto algumas coisas interessante são citadas como packages (pacotes) e formatação de documentos. Você vai se surpreender quanta coisa dá pra fazer com o R.

No mais, muitos que já tenham ouvido falar sobre o R podem também se perguntar sobre a importância do seu aprendizado para aplicação no mercado financeiro, uma vez que já estão familiarizados com o Excel, e, às vezes, também com o VBA. Para isso, te respondo.

R x Excel

A batalha do século. De um lado, uma plataforma potente e mais complicada, e por outro, uma mundialmente aplicada e aceita, mas com limites. O que escolher?

De início, podemos refletir que programar é tornar o que é complicado simples e rápido. Ou seja, se ater somente ao Excel não vai ajudá-lo a resolver problemas mais complexos de forma eficiente. E nessa, incluo VBA, que apesar de ser uma maneira de tornar o Excel mais divertido, não chega perto do R, que tem o potencial computacional muito maior.

Então, se você quer ser mais eficiente com manipulação de dados, sugiro fortemente o R. No mais, caso não conheça o Excel, também sugiro dar uma olhada nele, já que a grande maioria do mundo corporativo o usa como base (existe uma infinidade de curso de graça na internet para Excel).

Um fator interessante é que o R é bastante intuitivo (não mais que o Excel), com linguagem simples e direta, o que pode ser uma boa maneira para iniciar nos estudos de linguagens de programação.

De qualquer forma, é uma discussão muito extensa e que alguns até me condenariam por essa comparação, mas que em resumo, explica-se nesse gráfico:

**Os primeiRos passos **

Apesar do trocadilho bobo no título, o que virá a seguir poderá ter muito impacto na sua vida e de repente até despertar uma paixão, então siga-os sem medo de errar. Se houver alguma dificuldade, só mandar nos comentários que faremos o possível para ajudá-lo no processo.

E como tudo começa? Instalando o R…

Para muitos pode parecer uma coisa simples, mas não é. Não queremos vírus e nem baixar coisas inúteis, que também podem ser vírus.

É válido comentar que os passos a seguir incluirão baixar a plataforma R Studio que nos facilitará como meio de escrever códigos e resolver problemas mais rápido.

“RStudio é um conjunto de ferramentas integradas projetadas para ajudá-lo a ser mais produtivo com R. Ele inclui um console, editor de destaque de sintaxe que suporta execução de código direto e uma variedade de ferramentas robustas para traçar, visualizar histórico, depurar e gerenciar seu espaço de trabalho.” – R Studio

**Etapas para Instalação do R **

  • Baixar o R: https://www.r-project.org/
  • CRAN > Escolha o servidor da UFPR (Brazil) > Seu sistema operacional (no caso Windows) > Install R for the first time > Download R … for Windows

  • Baixar o R Studio: https://www.rstudio.com/products/rstudio/rstudio/download
  • Installers for Supported Plataforms > Seu sistema operacional (no caso Windows)

    Quando você abrir o R Studio, você verá isto abaixo. Confirma? Show!

    Introdução ao ambiente R

    Vamos começar com códigos simples, e aproveite para ir reaplicando no seu R. Antes, devo-lhes explicar uma coisa importante: todo texto ou código que inicie com o símbolo “#” no R não é lido, ou seja, os textos escritos para a situação abaixo com “#” servirão somente como guia, não tendo impacto na leitura do R caso você copie e cole na plataforma.

    Outro ponto importante é que a interface do R está divida em quatro partes as quais vamos nos atentar somente a esquerda-superior(Script) e a esquerda-inferior(Console), sendo que todo código na área Script é salvo, enquanto no Console, é o Script “rodando”, em termos gerais.

    Os códigos abaixo serão aplicados no Script no intuito de se observar o comportamento do R e para “rodá-los”, basta clicar Ctrl + R.

    Aos primeiros códigos

    Vou ensiná-los cinco códigos básicos para aplicação no R e que explicam o funcionamento da plataforma.

    # 1: Adição 
    3 + 5

    Clique Ctrl + R e veja que resulta em 7. Teste com subtração e outras funções matemáticas e veja o resultado. Símbolos: multiplicação “*”, divisão “/”, exponenciação “^”.

    A propósito, o Ctrl + R será necessário sempre que quiser que rode um código, como já mencionado.

    # 2: Guardando informação 
    poupança <- 200

    A palavra poupança agora está vinculada ao valor 200. Desta forma criei uma variável chamada poupança que quando quiser, posso requisitá-la na busca de seus valores ou objetos relacionados.:

    # 3: Requisitando valores/objetos da variável
    print(poupança)

    Veja que uma vez que clicou Ctrl + R tanto para a criação da variável, quanto para o “print”, você perceberá que o valor vinculado a palavra será chamado.

    # 4: Guardando mais de um dado
    Ibm_açoes <-  c(159.82, 160.02, 159.84)

    Agora, se você “printar” a variável Ibm_açoes, perceberá que o conjunto de valores aparecerá.

    #5: Plotando um gráfico
    plot(Ibm_açoes)

    Gráfico de pontinho é feio? Temos uma solução: caso você queira uma linha, acrescente o argumento type=l (l de line), ficando: plot(Ibm_açoes, type=”l”).

    Fim

    Com estas cinco funções espero ter contribuído e atiçado sua vontade de aprender mais sobre R e programação, deixando claro que há uma vastidão de funções, sendo que algumas delas já estão prontas (criadas por outras pessoas membros da comunidade R) que nos facilitam e muito a vida.

    #Plus1: não resisti e coloquei uma aplicação com uso de pacotes
    install.packages(“tidyquant”) #baixando os pacotes da internet
    library(tidyquant) #colocando disponível as funções do pacote no R
    apple <- tq_get("AAPL", get = "stock.prices") #pegando os valores da ação Apple
    plot(apple$date, apple$adjusted, type="l")

    Veja o que acontece. O legal é que você nem precisou ir atrás dos dados. O próprio R fez isso para você através do pacote.

    #Plus2: se ficou em dúvida quanto a alguma fórmula, faça, por exemplo
    ?library

    Para aqueles que se interessaram e querem aprender mais sobre a linguagem, fica de sugestão o Curso de Introdução ao R com aplicabilidade em economia do Vitor Wilher, além da plataforma de estudos em programação Data Camp que tem muita coisa boa para R. Ambos pagos, mas que valem a pena considerar o investimento na troca de menos festinhas no final de semana.

    Para o próximo mês estarei trabalhando em um artigo dedicado somente aos códigos iniciais não abordados aqui para que vocês possam praticar e desenvolver no R, pelo menos um pouco, sem custo algum a não ser seu “gostei” ou “compartilhar” no facebook. Barato não? 

    Seja bem-vindo ao mundo do R.

     

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