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Tecnologia no Mercado Financeiro

Tecnologia no Mercado Financeiro

Que a tecnologia está mudando o status quo no mundo, todos já sabemos. O aumento vertiginoso do processamento e armazenamento computacional está causando impactos disruptivos em várias esferas, das mais diversas áreas do conhecimento e da vida. Com todo este potencial tecnológico, alguns conceitos (antigos, porém na “moda”) como inteligência artificial e machine learning estão rondando a cabeça de muitos gestores de negócio mundo afora. No entanto, os robôs já estão dominando os afazeres humanos ou ainda temos tempo de nos adaptar? O objetivo deste post é tentar esclarecer como essas mudanças têm modificado o panorama de negócios no mercado financeiro.

Mas, o que são “dados”?

Os principais ingredientes das técnicas de inteligência artificial e machine learning são os dados – que nada mais são do que informações armazenadas. Podemos controlar informações sobre preços de ações ao longo do tempo, os registros contábeis de uma empresa, flutuações no mercado de commodities, moedas, etc…

Porém, dados sempre foram coletados por boa parte das empresas. Mas o real fator disruptivo está na magnitude em que conseguimos fazer isso hoje. Com alguns dólares, podemos processar terabytes de informação em servidores dedicados na nuvem, algo inimaginável de se pensar numa planilha de Excel, no seu próprio computador. Também, os bancos de dados estão cada vez mais robustos, permitindo que armazenemos cada vez mais informação. Cerca de 90% de toda a informação gerada até hoje no mundo foi gerada nos últimos 2 anos (e que continua crescendo de maneira exponencial).

Então, surge a pergunta:

Mas vem cá, como todo esse poder computacional está mudando o mercado financeiro?

Desde gestoras de ativos e grandes fundos de investimento, até seguradoras. Os líderes mais antenados do mercado já estão tendo “dores de cabeça” sobre como criar vantagens competitivas através da tecnologia. Veja alguns exemplos:

Áreas de grande impacto da tecnologia, hoje, no mercado

  • Trading e gestão de portfólios

Duas das áreas mais chamativas do mercado financeiro, por estarem sendo frequentemente retratadas em filmes, documentários, etc… Vemos pessoas de terno berrando ao telefone, inúmeras telas de computador com gráficos sinistros, desespero no rosto de quem colocou aquele zero a mais na ordem de compra/venda, entre outros exemplos. Também, são áreas que contratam toneladas de PhDs em física, matemática e ciência de foguetes.

Traders baseados em estratégias discricionárias (decisão baseada na escolha humana) somam apenas 10% do volume negociado em ações. Fundos quantitativos já somam mais de 60% deste volume, mais do que o dobro de uma década atrás.

Marko Kolanovic, Global Head of Macro Quantitative & Derivatives Strategy do JP Morgan.

Essas informações se baseiam nos volumes negociados nos Estados Unidos. O Brasil ainda está engatinhando nesse processo e com informações inconsistentes sobre a atuação de estratégias sistemáticas na gestão de portfólios.

A aplicação da inteligência artificial no processo de decisão se baseia em modelos quantitativos complexos que buscam capturar, através de observações passadas, sinais de mercado que visam automatizar o processo de decisão, tirando o erro humano do jogo. Os modelos de machine learning e inteligência artificial são cruciais no rebalanceamento e adaptação dos algoritmos à dinâmica (que, aliás, é extremamente dinâmica) de mercado.

  • Detecção de fraudes financeiras

Em um relatório da empresa de segurança digital McAfee, foi estimado que fraudes e crimes cibernéticos custam à economia global cerca de U$600 bilhões. Uma boa parcelas desses crimes (e das mais preveníveis) é a de fraudes em cartão de crédito, que vem crescendo de maneira acelerada por conta do aumento das transações online.

Com grandes massas de dados sobre comportamento dos consumidores, os modelos de inteligência artificial e machine learning são muito utilizados para detectar padrões que ferramentas estatísticas tradicionais não conseguiriam detectar.

No Brasil, esta área já é mais desenvolvida em comparação com o segmento de trading e gestão de portfólios, com grandes bancos e financeiras contratando equipes de cientistas de dados para desenvolver modelos de prevenção de crimes cibernéticos.

  • Precificação e gestão de seguros

Num negócio que basicamente deriva da gestão de riscos, é necessário mensurar diversas dimensões de probabilidades: probabilidade de um furacão ou incêndio acontecer, de uma pessoa se tornar inadimplente ou perder o emprego, de um eventual problema de saúde aparecer, etc…

Para isso, a imensidão de processamento e armazenamento de dados veio revolucionar o setor das seguradoras. Hoje, a informação é o novo petróleo, e o negócio das seguradoras possui como alicerce a informação.

A partir de uma precificação e gestão mais assertiva a partir de análise de dados, é possível alocar os riscos de uma maneira mais eficiente e cobrar o valor adequado para cada perfil de cliente.

Carreiras e outros assuntos

A inteligência artificial e métodos de machine learning estão gerando valor em outras diversas áreas do mercado financeiro, mas, para não tornar o post muito extenso, podemos deixar este papo para o bar.

Com essa variedade de áreas de assuntos demandando conhecimentos matemáticos e estatísticos, há muitas possibilidades de novas carreiras. Se pensarmos em palavras-chave, há cientistas de dados, engenheiros de machine learning, analistas de dados, estrategistas quant, etc… Boa parte dos profissionais vêm das áreas de engenharia, matemática, física, economia, estatística, entre outros cursos com foco analítico. Boa parte dessas profissões necessitam de um conhecimento vastamente disseminado na internet.

Com isso, o Clube de Finanças está construindo núcleos de estudo (com foco em análise de risco, conjuntura macroeconômica e análise de empresas) que incluem estudos em modelagem matemática e utilização de programação, como R e Python. Com isso, preparamos os nossos membros para estarem aptos a abraçarem as inovações tecnológicas.

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Conquista histórica do Clube de Finanças: terceiro lugar do 10th CFA Research Challenge

Conquista histórica do Clube de Finanças: terceiro lugar do 10th CFA Research Challenge

O CFA Research Challenge é a maior competição de análise de empresas do mundo e seu desafio é recomendar ou não a empresa escolhida.

Presente em 81 países, com mais de 5 mil estudantes, 3 mil voluntários e mil universidades, a competição no Brasil, em 2016, contou no total com 14 faculdades inscritas e 62 estudantes. Cada equipe teve como desafio apresentar um relatório de até 10 páginas e escrito em inglês, estimando o valor justo e analisando de forma completa a empresa estudada. Este era o meio para embasar a opinião final de comprar, vender ou se manter neutro a empresa.

Para a 10ª edição, a análise proposta pelo CFA Institute foi da varejista Magazine Luiza, notória pelo recente crescimento de seu valor de ação na bolsa de valores em 2017.

Após a primeira etapa, 4 equipes são selecionadas para a apresentação final, em São Paulo, a uma banca de experientes analistas que darão a sua nota a apresentação, que somada a nota do relatório e mesmo peso, definirá o campeão nacional e que representará o país na etapa das Américas.

A UDESC, de forma histórica, garantiu seu espaço entre os 4 finalistas da etapa regional do Brasil em sua primeira participação, com uma equipe formada pelos estudantes André Digiacomo, Henrique Rosa e Igor Lodygensky, todos do Clube de Finanças, e mentoria do professor Marco Goulart e analista Lucas Ferrazza.

“WE ARE PLEASED TO ANNOUNCE THAT THE FEA- USP TEAM WON THE LOCAL LEVEL OF THE CFA RESEARCH CHALLENGE 2017-2018 EDITION. THE TEAM’S ORGANIZATION, CONFIDENCE AND CLEAR ANSWERS IN THE PRESENTATION PANEL SURPRISED THE AUDIENCE AND THE JUDGE. INSPER’S TEAM GOT SECOND PLACE, FOLLOWED HISTORICALLY BY UDESC IN THIRD PLACE AND POLI-USP IN FOURTH PLACE.” – CFA Society Brazil
Assim, disputando sua vaga para a final das Américas contra Insper, USP-FEA e USP-Poli, também finalistas da etapa local do 10º CFA Institute Research Challenge, a equipe apresentou em inglês no sábado de 25/11, na sede do Banco JP Morgan em São Paulo, sua análise para uma banca durante 10 minutos.

Ao final, a equipe da Udesc garantiu a terceira posição na maior competição de análise de empresas do Brasil, quebrando a hegemonia do eixo Rio-São Paulo que a muito tempo preenchia todo o pódio.

]2 Equipe CF – Da esquerda para a direita: André Digiácomo, Henrique Rosa e Igor Lodygensky.

Para saber mais sobre o CFA acesse: https://www.cfainstitute.org/

Para saber mais sobre a Udesc/Esag acesse: http://www.esag.udesc.br/

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Tape Reading: introdução ao tema

Tape Reading: introdução ao tema

Um breve resumo da técnica abordando o histórico e sua aplicação no mercado financeiro atual.

A origem do Tape Reading se remonta nos primórdios do mercado eletrônico em que informações, relacionadas ao volume de compra e venda, eram gravadas em fitas de papel (tapes) as quais sua leitura eram realizadas somente por especialistas, como programadores ou profissionais de mercado, com o objetivo de se reconhecer jogadores (players) dominantes que geravam tendências nos valores dos objetos de investimento e que através deste reconhecimento, podiam adentrar ao mercado numa operação com maior precisão, dado suas intenções de ganho e perda.

Percebe-se então que Tape Reading é uma técnica do mercado financeiro de leitura de fluxo.
Esta técnica fora muito empregada, sequencialmente, pelos negociadores da bolsa de pregão de viva voz, em que se observavam não mais a fita de movimentação, mas sim o comportamento humano dos demais negociadores que representavam o interesse de grandes instituições ou grupo de investidores.

Tal manejo da técnica se consistia na percepção das intenções de negociação de outros negociadores do mercado – buscando-se os maiores e mais influentes -, que uma vez diariamente em relação, são conhecidos e fáceis de compreensão e leitura comportamental. Tendo isto por base, vendo que um influenciador de mercado realiza uma grande operação, segue-se aproveitando de seu fluxo com o objetivo de participar do início de tendência do mercado (para tal influenciador é dado o apelido no mercado de “tubarão”).

No entanto, após o último pregão de viva voz do Brasil, em Junho de 2009, a técnica precisou se reinventar e para isso, os operadores que praticavam Tape Reading adaptaram a técnica para os dias atuais de mercado eletrônico, utilizando-se de outras ferramentas.

Para o uso da técnica atualmente, questões se apresentam, diante das necessidades dos investidores: Posso utilizá-la para swing trade (operação diária)? Posso utilizá-la para day trade (operação intraday)? Posso utilizá-la para investimento no longo prazo? Para todas as questões a resposta é afirmativa, apesar de sua aplicação inicial, quando reformatada, ter iniciado na modalidade de investimento day trade. Mas, para aplicação da técnica nos diferentes horizontes de tempo, se faz necessário o uso de ferramentas distintas para a técnica de Tape Reading. Além disso, é válido ressaltar que esta técnica é bastante empregada no mercado profissional em paralelo com a análise grafista, tendo como foco os ativos que tenham fluxos de operação como Ações, Dólar, índices, Futuro e Opções. 

Apesar de se haver nitidamente uma consideração de que a técnica é quase infalível, a sua realidade é de que seus resultados podem ser tão grandes, quanto ínfimos, para os operadores, comparavelmente aos demais que utilizam outras técnicas, não havendo consenso científico a respeito. Para compreensão maior diante os prós, relaciona-se a precisão da técnica quando em momentos de baixíssima liquidez (observando o book de ofertas), enquanto para os contras há as seguintes definições: Se aplica a mercados de baixa liquidez; Exige baixos custos; Requer ferramentas específicas; Requer muita atenção; Aprendizado Demorado.

Em específico paras as ferramentas, é importante frisar a necessidade de Profundidade Longa de preços (muitos níveis de preço no Book de Ofertas) e baixa latência (execução rápida), o que para isto, geralmente tem de ser uma plataforma paga. Já para o quesito atenção, esta técnica cobrará de seu operador a paciência e condições para o seu uso, dependendo inclusive de questões psicológicas, a exemplo das pessoas que sofrem do Déficit de Atenção.

E para o Aprendizado se faz necessário à prática orientada.
A sua prática relaciona-se ao estudo do comportamento dos agentes do mercado, que especialmente no brasileiro é possível ter conhecimento da origem das ordens, sabendo assim o papel praticado por cada agente durante a formação de valor, tal como um seriado possui sua estória e seus personagens. Assim, não acompanhar o comportamento por um determinado período gera sérios riscos da não mais compreensão dos papéis dos atores na formação de preço, impedindo seu posicionamento eficiente para aproveitamento de oportunidade de investimento.

Pode-se operar por base ao Tape Reading por meio de plataformas que permitem a análise, exemplificado pela ninjatrader da forex, havendo também uma boa conexão (banda larga ou cabeamento), computador com processador regular (ex: I5) e placa de vídeo boa (ex: NVS), tendo especial atenção para com o mouse e teclado, em que ambos devem ser cabeados com o objetivo de se diminuir a latência (ping).

Já diante as ferramentas de avaliação de compra e venda intraday por Tape Reading, devemos observar o Book de Ofertas *e *Times & Trades. Duas tabelas, que respectivamente nos fornecem informações de posições em stop (operações em espera) e de negociações.

O termo Agressor utilizado neste meio representa a compra ou venda a mercado, pois movimenta o preço, ou seja, agressor é aquele que move tendência (visível no Times & Trades). Para a tabela Book de Ofertas observamos os agentes que permitem liquidez ao mercado, que quando renovadores de suas posições, possuem importante papel na análise, pois serão assim os definidores de topos de fundos. Outros termos comuns são: Batendo, que representa venda; Tomando, que representa compra.

Em uma análise específico-prática de Tape Reading e Robôs, a técnica novamente se faz valer. No entanto, ressaltaremos o uso dos robôs negociadores em que geralmente são muito utilizados por instituições, tais como T-wab (ponderado no tempo) e V-wap (ponderando no volume). O seu uso se faz valer quando o responsável físico negociador (trader) está com demandas que superam sua capacidade de observação e assertiva para definição da realização das operações.

O robô T-wap funciona como um descarregador de uma ordem de grande volume no mercado, na busca de se manter um preço médio alto, em que se faz a distribuição das ordens no tempo. E como o mercado está repleto de tais práticas, observa-se em um curto espaço de tempo o lado com maior possibilidade de vencer. Para o robô V-wap, sua ação é a mesma que a do anterior, mas com a ponderação em volume financeiro realizado do ativo, em que, quanto maior liquidez do mercado no momento, mais despejado será, sendo que o inverso também será verdadeiro.

Quando combina-se o Tape Reading com análise técnica, pode-se adotar como stop de saída (limite para venda do ativo), situação de “paredão” em que claramente, diante o movimento, sabe-se que a quantidade de ordens necessárias para superar a quantidade de suas contrárias em stop deverá ser grande, visualmente, quando comparado com as demais posições de preço. Isto permite realizar posições de stop curtos, inclusive mais curtos do que observado por análise gráfica. Além disso, observando a quantidade de negociadores (players), perceberá se há ou não algum blefe de mercado de um determinado agente que queira impactar o preço sugerindo ação contrária, podendo assim se precaver. E como aproveitamento de oportunidade, desta situação de análise descrita, pode-se realizar pivô de venda, por exemplo.

Outro estilo específico com Tape Reading para ganhos é a entrada na virada de preço, em que nos mercados pouco voláteis, mas com alta liquidez (exemplo: dólar em determinados momentos, DI e algumas ações) procura-se comprar numa posição liquidadora para em seguida entrar em venda na posição seguinte de tendência de mercado, de forma rápida, propiciando assim uma boa posição na fila de liquidações de operações, caso o preço novo de mercado chegue a posição. Exemplo: vendo que as ordens de venda em 49 estão sendo consumidas, você se posiciona em compra rápido e se reposiciona, após, em venda em 50 para ficar próximos aos primeiros na fila de venda.

Abaixo segue o vídeo de Tape Reading, no qual observamos o emprego das técnicas durante o pregão.

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10 livros fora da curva

10 livros fora da curva

Saiba quais são os principais livros que grandes profissionais do mercado indicam.

Aprender com os melhores é importante e o seu primeiro passo é tomar conhecimento de suas leituras. Desta forma, os livros a seguir são retirados de notas de indicação dos autores colaboradores do livro Fora da Curva, que conta com a participação de diversos profissionais-referência do Mercado Financeiro Brasileiro.

Assim, selecionamos dez títulos, dos mais curiosos aos mais técnicos, apresentando breve história do profissional que o indicou e do livro indicado. Para os mais famintos, cada breve história segue de sua continuidade em “leia mais”.

****André Jakurski

André Roberto Jakurski é sócio fundador e diretor da JGP Gestão de recursos Ltda e anteriormente era diretor executivo. Ele é responsável pelas atividades de renda fixa, equity e moeda nos mercados globais. Leia mais

Livro indicado: Security Analysis – Benjamin Graham

Security Analysis é um livro escrito pelos professores Benjamin Graham e David Dodd da Columbia Business School, que estabeleceram a base intelectual para o que mais tarde seria chamado de Value Investing. Leia mais

Antonio Bonchristiano

O Bonchristiano é membro do conselho e CEO da GP Investments. Ele ingressou na GP Investments em 1993 e é diretor administrativo desde 1995. Antes de ingressar na GP Investments, o Bonchristiano era sócio da Johnston Associates Inc., uma consultoria de finanças com sede em Londres, e trabalhou para a Salomon Brothers Inc. em Londres e Nova York. Leia mais

Livro indicado: Elon Musk – Ashlee Vance

Em Elon Musk: Tesla, SpaceX e a Quest for a Fantastic Future, a veterana jornalista de tecnologia Ashlee Vance fornece o primeiro olhar interno para a extraordinária vida e os tempos do empresário mais audacioso do Vale do Silicon. Leia mais      

Florian Baturnek

Florian Bartunek é sócio fundador e diretor de investimentos/diretor executivo da Constellation Investimentos e Participações Ltda (nome alternativo Constellation Asset Management). Leia mais

Livro indicado: Ações Comuns, Lucros Extraordinários – Philip Fisher

Este livro é um dos maiores clássicos da área de investimentos em ações. Sua leitura oferece elementos para uma melhor compreensão sobre o tema, além de técnicas de avaliação que possibilita ao investidor se envolvermais com os seus investimentos. Leia mais

Guilherme Aché

Guilherme Aché, sócio-fundador da Squadra Investimentos, gestora focada no mercado de ações. Economista formado pela Faculdade Cândido Mendes, Aché começou no Pactual no início dos anos 1990, ainda como estagiário, tornando-se, em 1993, chefe da área de análise de empresas. Leia mais

Livro indicado: Charlie Munger: the Complete Investor – Then Griffin

Charlie Munger, vice-presidente visionário de Berkshire Hathaway e parceiro financeiro indispensável de Warren Buffett, superou os índices de mercado repetidas vezes e ele acredita que qualquer investidor pode fazer o mesmo. Leia mais

Guilherme Affonso Ferreira

Guilherme Affonso Ferreira atua como Diretor Presidente da Bahema Participações S / A. Ferreira está como Gerente de Investimento no Rio Bravo Investimentos, na empresa têxtil Tavex e na varejista Pão de Açúcar. Leia mais

Livro indicado: Os tambores de São Luís – Josué Montello

Publicado em 1975, este livro é um romance em duas marchas. Numa delas, a acelerada, o escritor Josué Montello tenta retratar as várias fases da História do Maranhão. Josué Montello procurou com este romance, fixar sobretudo o problema do negro, suas lutas, suas tragédias. Leia mais

José Carlos Reis de Magalhões Neto

José Carlos Reis de Magalhães Neto, foi presidente da Tarpon Investimentos S.A. desde 4 de março de 2013 e atua como sócio fundador / sócio-geral e diretor executivo. Magalhães é o fundador da TIG Holding Ltd. e atua como Presidente do Conselho de Administração, Chief Executive Officer, Chief Investment Officer, Managing Partner e Vice-Presidente. Leia mais

Livro indicado: Purpose: The starting point of great companies – Nikos Mourkogiannis e Roger Fisher

Em Purpose, o pensador de renome mundial Nikos Mourkogiannis transforma toda a idéia de liderança em sua cabeça e mostra que a escolha entre valores e sucesso não é uma escolha. Mourkogiannis argumenta que as empresas devem satisfazer a necessidade de propósito – um conjunto de valores que define uma organização e inspira e motiva seus funcionários. Leia mais

Luiz Fernando Figueiredo

O Luiz Fernando Figueiredo é sócio fundador e diretor de investimentos do Grupo de Gestão de Ativos da Mauá Sekular Participações SA. Figueiredo é responsável pelo Comitê de Gestão de Carteira e Alocação na Mauá Sekular Participações SA. Ele também é responsável pelas atividades de gerenciamento de fundos da Mauá Sekular Participações SA. Leia mais

Livro indicado: Bancos Centrais: teoria e prática – Alan Blinder

Tendo ao mesmo tempo experiência didática como professor da Universidade de Princeton e experiência prática como vice-presidente do Federal Reserve, Alan Blinder explica o que é e o que faz um Banco Central. Leia mais

Luis Stuhlberger

Luiz Stuhlberger atua como Diretor de Investimentos e Gerente de Fundo da Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management S.A. Ele é o Diretor de gerenciamento de portfólio para essas três empresas. Atualmente, Stuhlberger administra um fundo de hedge no Brasil. Leia mais

Livro indicado: Tomorrows Gold: Asia’s Age of Discovery – Mar Faber

O reconhecido assessor de investimentos, Marc Faber, pretende encontrar o ouro de amanhã, as classes de ativos que superam o futuro. Longe de ser uma leitura sensacional das runas, este livro aprofunda o passado, para traçar a evolução das tendências dos investidores e avaliar a forma como novos padrões podem surgir. A mudança é o tópico. Leia mais

Meyer Joseph Nigri

Meyer Joseph Nigri é o sócio fundador da Tecnisa S.A. e atua como presidente da Diretoria Executiva. Nigri é Diretor Executivo e Diretor de Novos Negócios da Tecnisa S.A. desde janeiro de 2010 e atuou como Presidente e Diretor de Negócios Premium. Leia mais

Livro indicado: Em busca de sentido – Viktor Frankl

O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da logoterapia. Leia mais

Pedro Damasceno

Pedro H. Damasceno é Diretor Gerente e Parceiro do Dynamo International no Dynamo Internacional Gestao De Recursos Ltda. e foi afiliado ao Dynamo Internacional Gestao De Recursos Ltda. desde março de 2006. Leia mais

Livro indicado: Merchants of Debt – George Anders

Primeiro publicado em 1992 (por Basic Books), esta reimpressão é oportuna agora na sequência da Enron e da WorldCom. Leia mais

Para conhecer mais sobre estes nomes, a Infomoney lançou uma série de episódios de entrevista com alguns destes profissionais. Veja aqui estas entrevistas e entenda cada vez mais sobre suas visões de mundo!

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A indústria de fundos imobiliários

A indústria de fundos imobiliários

Você é aquela pessoa que tem curiosidade para saber como os fundos imobiliários funcionam? Este é o texto ideal para compreender melhor suas particularidades.

Os fundos imobiliários, conhecidos também pela sua sigla FII (Fundo de Investimento Imobiliário), são uma comunhão de recursos destinados à aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário, majoritariamente imóveis.

Os recursos captados poderão ser utilizados para a aquisição de imóveis rurais ou urbanos, construídos ou em construção, destinados a fins comerciais ou residenciais, bem como para a aquisição de títulos e valores mobiliários ligados ao setor imobiliário, tais como cotas de outros FIIs, Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ações de companhias do setor imobiliário etc. É possível utilizar FIIs para captar dinheiro para construção de empreendimentos imobiliários, para antecipação de recebíveis, entre outras utilizações.

Os FIIs geram renda através da locação, venda ou arrendamento dos imóveis adquiridos.

Esses rendimentos são distribuídos, na maioria das vezes, mensalmente, como uma espécie de aluguel, parecido como se você tivesse um imóvel e o alugasse a alguém, entende? E quanto a venda dos imóveis, isso pode trazer uma grande rentabilidade para o fundo no momento de venda.

Existem fundos que utilizam da estratégia de Sale Lease-Back, que consiste em comprar um imóvel, na maioria das vezes operacional, de uma empresa, por exemplo, e firmar um contrato de aluguel sólido por prazos extensos (10, 20, 30 anos ou mais) e reajustar esse aluguel por um índice, normalmente o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) ou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Por que isso é bom? Simplesmente pelo fato de garantir o aluguel por períodos extensos, o que é bom para os cotistas dos FIIs, trazendo mais segurança do recebimento de rendimentos periódicos. E para a empresa que vende seu imóvel, muitas vezes essa pode ser a forma mais barata de captar algum dinheiro no mercado, funcionando como um empréstimo mesmo, onde ela recebe de crédito o valor do imóvel e paga uma prestação em forma de aluguel. Bacana, não?

Existe também outra modalidade bastante famosa que se chama Build-to-Suit, como o nome sugere, é construído para servir. Basicamente, uma empresa contrata uma outra para construir um imóvel do jeitinho que ela precisar, firmando junto a isso, o compromisso de alugar esse imóvel construído por um longo período de tempo, parecido com o Sale Lease-Back. É muito mais vantajoso construir um imóvel sabendo que você já terá para quem alugar.

**Agora entrando em outro assunto, vamos falar dos fatores econômicos que afetam a oferta de fundos imobiliários no mercado. **

Um dos principais motivos é o patamar da taxa básica de juros da economia, a Selic. A Selic é balizadora de diversas taxas de juros no mercado, portanto, os créditos oferecido pelos bancos tendem a ter taxas de juros que acompanhem a Selic, por exemplo.

Imaginem a situação atual do Brasil, onde chegamos a ter uma taxa Selic de 14,25% em 2016. É de se esperar que não houvessem muitos lançamentos de novos fundos imobiliários, não é mesmo? Entretanto, podemos ver que essa situação está um pouco diferente agora, e o mercado financeiro está esperando que o governo diminua a Selic para patamares próximos a 8,5% até o final de 2017. Com isso, esperamos que os fundos imobiliários voltem a aparecer no mercado.

Gostaria de mostrar um gráfico para você, leitor, mas antes preciso definir o conceito de IPO (Initial Public Offer) com você. Então, IPO significa a oferta pública inicial de um ação, ou no nosso caso, de um fundo imobiliário, na bolsa de valores. Você deve estar se perguntando, os fundos imobiliários são negociados na bolsa? Sim, um número significativo deles é negociado na bolsa. Dito isso, é possível mostrar a relação entre os IPOs de fundos imobiliários e a Selic, observe o gráfico abaixo.

Você consegue perceber que existe uma relação inversa entre os IPOs de FIIs e a taxa Selic? Perceba que em períodos de Selic baixa, os registros de FIIs na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) era mais elevado, e o contrário é verdadeiro. Por isso, é possível que nos próximos períodos nos depararemos com atrativas oportunidades em fundos de investimento imobiliário. Muito legal né?

**Por fim, é necessário deixar claro que os FIIs são fundos que possuem diversos fatores de riscos associados. **

Portanto, é fundamental que você estude sobre o assunto antes de qualquer aplicação e, também, leia o prospecto e o regulamento do fundo na íntegra para entender exatamente onde você está colocando o seu dinheiro. Afinal, ninguém gosta de perder dinheiro.

Posted by André Digiacomo in Diversos, 2 comments
O que o guru de Warren Buffet tem a dizer sobre a carteira ideal de investimentos?

O que o guru de Warren Buffet tem a dizer sobre a carteira ideal de investimentos?

Você, independentemente de ter ou não conhecimentos acerca do mercado financeiro, provavelmente já deve ter ouvido falar de Warren Buffet, o líder da Berkshire Hathaway. Mas, e do homem que mais influenciou W. Buffet e vários outros grandes investidores em suas jornadas no mundo das finanças?

Image result for benjamin grahamSe você nunca estudou de fato o mercado financeiro, provavelmente não conhece **Benjamin Graham *** *(Londres, 8 de Maio de 1894 – 21 de Setembro de 1976), o guru dos gurus de Wall Street.

Ben Graham (foto a esquerda) é considerado o precursor da estratégia buy and hold de investimentos em ações e os pilares de sua filosofia de investimento são: o rigor e a disciplina aplicados à análise fundamentada dos fatos a respeito da empresa, que permitam ao investidor estabelecer o valor intrínseco da ação.

No livro “ The Intelligent Investor” de 1949, que junto de “ Security Analysis” compõe sua dupla de obras mais popular, Graham aborda o que considera a composição ideal de uma carteira de investimentos. Contudo, antes de se apresentar esse modelo, faz-se necessário o estabelecimento de uma formulação precisa de diferença entre um investidor e um especulador.

Nas palavras de Graham “ uma operação de investimentos é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas”.
Essa diferenciação fez-se necessária devido ao fato de, segundo o próprio autor, a estratégia apresentada no livro ser somente útil àqueles investidores que não pautam seus comportamentos pelas flutuações de mercado e que são pacientes, disciplinados e ávidos por conhecimento.

Dado o conceito, é possível fazer uma distinção básica entre os tipos de investidores aos quais o modelo de Graham se dirige: o defensivo e o empreendedor.

O investidor defensivo procurará, principalmente, evitar perdas ou erros graves e deverá estabelecer uma carteira quase permanente que funcione no piloto automático. A estratégia defensiva demanda pouco tempo ou esforço e livra o investidor de aborrecimentos e necessidade de tomar decisões com frequência, mas exige um isolamento quase ascético da bagunça apaixonante do mercado financeiro. Já o traço determinante no investidor empreendedor (agressivo) é sua competitividade, apreciação por um desafio intelectual e vontade de dedicar mais tempo e dar apuro à seleção de títulos e ações que sejam mais atraentes que a média.

Bom, agora pergunta-se novamente: o que Benjamin Graham tem a dizer sobre a carteira ideal de investimentos?

É recomendado que o investidor divida suas economias entre obrigações e ações ordinárias; que a proporção mantida em obrigações nunca seja inferior a 25% ou superior a 75%, com o inverso sendo necessariamente verdadeiro para o componente em ações ordinárias; que a escolha mais simples é manter uma proporção meio a meio entre as duas, com ajustes para restaurar o equilíbrio da carteira em caso de evolução do mercado.

Posto isso, para o investidor agressivo recomenda-se, que seja reservado mais de 50% de suas economias em ações ordinárias e que seja sempre mantido um mínimo de 25% em obrigações. No caso do investidor defensivo, mais de 50% de suas economias devem ser reservadas às obrigações e o restante às ações ordinárias. Entretanto, devem ser feitas mudanças na alocação do recursos caso se sinta que o mercado está muito perigoso ou que os preços das ações estão baixos e atraentes.

O modelo de Graham se mostrou eficaz e sólido desde a sua criação.

Como ele, Graham conseguiu uma média de 20% de ganhos anuais durante a sua carreira no mercado financeiro. Contudo, no atual cenário das bolsas de valores, não existe uma receita perfeita para lucros. Cabe sempre ao investidor ter visão, percepção das tendência e ter vontade de sempre aprender mais.

Posted by João Simas in Diversos, 1 comment
Introdução a funções básicas financeiras no R

Introdução a funções básicas financeiras no R

**Se você é um estudante de economia, ou um interessado no assunto, e já parou para pensar “Será que vou me ferrar no futuro por não saber programar?”, com certeza este artigo é para você. **

Afinal, existe uma pitada em você de mistura de medo com curiosidade e, com tempo, pode ter certeza, vai ficando maior. Para isso, estamos aqui para desmistificar sobre os primeiros passos, em específico, para programar em R, um software tão potente quanto amplo, com vasta aplicação no mundo de finanças.

O que é R

Direto ao ponto, R é uma linguagem e ambiente para computação estatística e gráficos desenvolvida por John Chambers e colegas na Bell Laboratories, tendo como diferencial a facilidade para plotar gráficos, além de ser de graça e rodar em diversas plataformas, tais como Windows e MacOS.

Em específico, para o mercado financeiro existem diversas aplicações para análises financeiras, sendo muito mais intuitivas para compreender conceitos da economia, a exemplo, os de econometria.

A propósito, com o R é mais fácil baixar dados da internet, cortando o tempo perdido e a chatice de ficar entrando nos sites-fonte para baixar planilhas. Enfim, basta explorá-lo que você poderá fazer qualquer coisa – até criar jogos, apesar de não ser o objetivo do programa.

Para saber mais, indico fortemente fuçar o site do R, além de ler o que está escrito aqui. Neste último texto algumas coisas interessante são citadas como packages (pacotes) e formatação de documentos. Você vai se surpreender quanta coisa dá pra fazer com o R.

No mais, muitos que já tenham ouvido falar sobre o R podem também se perguntar sobre a importância do seu aprendizado para aplicação no mercado financeiro, uma vez que já estão familiarizados com o Excel, e, às vezes, também com o VBA. Para isso, te respondo.

R x Excel

A batalha do século. De um lado, uma plataforma potente e mais complicada, e por outro, uma mundialmente aplicada e aceita, mas com limites. O que escolher?

De início, podemos refletir que programar é tornar o que é complicado simples e rápido. Ou seja, se ater somente ao Excel não vai ajudá-lo a resolver problemas mais complexos de forma eficiente. E nessa, incluo VBA, que apesar de ser uma maneira de tornar o Excel mais divertido, não chega perto do R, que tem o potencial computacional muito maior.

Então, se você quer ser mais eficiente com manipulação de dados, sugiro fortemente o R. No mais, caso não conheça o Excel, também sugiro dar uma olhada nele, já que a grande maioria do mundo corporativo o usa como base (existe uma infinidade de curso de graça na internet para Excel).

Um fator interessante é que o R é bastante intuitivo (não mais que o Excel), com linguagem simples e direta, o que pode ser uma boa maneira para iniciar nos estudos de linguagens de programação.

De qualquer forma, é uma discussão muito extensa e que alguns até me condenariam por essa comparação, mas que em resumo, explica-se nesse gráfico:

**Os primeiRos passos **

Apesar do trocadilho bobo no título, o que virá a seguir poderá ter muito impacto na sua vida e de repente até despertar uma paixão, então siga-os sem medo de errar. Se houver alguma dificuldade, só mandar nos comentários que faremos o possível para ajudá-lo no processo.

E como tudo começa? Instalando o R…

Para muitos pode parecer uma coisa simples, mas não é. Não queremos vírus e nem baixar coisas inúteis, que também podem ser vírus.

É válido comentar que os passos a seguir incluirão baixar a plataforma R Studio que nos facilitará como meio de escrever códigos e resolver problemas mais rápido.

“RStudio é um conjunto de ferramentas integradas projetadas para ajudá-lo a ser mais produtivo com R. Ele inclui um console, editor de destaque de sintaxe que suporta execução de código direto e uma variedade de ferramentas robustas para traçar, visualizar histórico, depurar e gerenciar seu espaço de trabalho.” – R Studio

**Etapas para Instalação do R **

  • Baixar o R: https://www.r-project.org/
  • CRAN > Escolha o servidor da UFPR (Brazil) > Seu sistema operacional (no caso Windows) > Install R for the first time > Download R … for Windows

  • Baixar o R Studio: https://www.rstudio.com/products/rstudio/rstudio/download
  • Installers for Supported Plataforms > Seu sistema operacional (no caso Windows)

    Quando você abrir o R Studio, você verá isto abaixo. Confirma? Show!

    Introdução ao ambiente R

    Vamos começar com códigos simples, e aproveite para ir reaplicando no seu R. Antes, devo-lhes explicar uma coisa importante: todo texto ou código que inicie com o símbolo “#” no R não é lido, ou seja, os textos escritos para a situação abaixo com “#” servirão somente como guia, não tendo impacto na leitura do R caso você copie e cole na plataforma.

    Outro ponto importante é que a interface do R está divida em quatro partes as quais vamos nos atentar somente a esquerda-superior(Script) e a esquerda-inferior(Console), sendo que todo código na área Script é salvo, enquanto no Console, é o Script “rodando”, em termos gerais.

    Os códigos abaixo serão aplicados no Script no intuito de se observar o comportamento do R e para “rodá-los”, basta clicar Ctrl + R.

    Aos primeiros códigos

    Vou ensiná-los cinco códigos básicos para aplicação no R e que explicam o funcionamento da plataforma.

    # 1: Adição 
    3 + 5

    Clique Ctrl + R e veja que resulta em 7. Teste com subtração e outras funções matemáticas e veja o resultado. Símbolos: multiplicação “*”, divisão “/”, exponenciação “^”.

    A propósito, o Ctrl + R será necessário sempre que quiser que rode um código, como já mencionado.

    # 2: Guardando informação 
    poupança <- 200

    A palavra poupança agora está vinculada ao valor 200. Desta forma criei uma variável chamada poupança que quando quiser, posso requisitá-la na busca de seus valores ou objetos relacionados.:

    # 3: Requisitando valores/objetos da variável
    print(poupança)

    Veja que uma vez que clicou Ctrl + R tanto para a criação da variável, quanto para o “print”, você perceberá que o valor vinculado a palavra será chamado.

    # 4: Guardando mais de um dado
    Ibm_açoes <-  c(159.82, 160.02, 159.84)

    Agora, se você “printar” a variável Ibm_açoes, perceberá que o conjunto de valores aparecerá.

    #5: Plotando um gráfico
    plot(Ibm_açoes)

    Gráfico de pontinho é feio? Temos uma solução: caso você queira uma linha, acrescente o argumento type=l (l de line), ficando: plot(Ibm_açoes, type=”l”).

    Fim

    Com estas cinco funções espero ter contribuído e atiçado sua vontade de aprender mais sobre R e programação, deixando claro que há uma vastidão de funções, sendo que algumas delas já estão prontas (criadas por outras pessoas membros da comunidade R) que nos facilitam e muito a vida.

    #Plus1: não resisti e coloquei uma aplicação com uso de pacotes
    install.packages(“tidyquant”) #baixando os pacotes da internet
    library(tidyquant) #colocando disponível as funções do pacote no R
    apple <- tq_get("AAPL", get = "stock.prices") #pegando os valores da ação Apple
    plot(apple$date, apple$adjusted, type="l")

    Veja o que acontece. O legal é que você nem precisou ir atrás dos dados. O próprio R fez isso para você através do pacote.

    #Plus2: se ficou em dúvida quanto a alguma fórmula, faça, por exemplo
    ?library

    Para aqueles que se interessaram e querem aprender mais sobre a linguagem, fica de sugestão o Curso de Introdução ao R com aplicabilidade em economia do Vitor Wilher, além da plataforma de estudos em programação Data Camp que tem muita coisa boa para R. Ambos pagos, mas que valem a pena considerar o investimento na troca de menos festinhas no final de semana.

    Para o próximo mês estarei trabalhando em um artigo dedicado somente aos códigos iniciais não abordados aqui para que vocês possam praticar e desenvolver no R, pelo menos um pouco, sem custo algum a não ser seu “gostei” ou “compartilhar” no facebook. Barato não? 

    Seja bem-vindo ao mundo do R.

     

    Posted by Henrique Rosa in Diversos, 5 comments
    Certificações do Mercado Financeiro

    Certificações do Mercado Financeiro

    Entenda qual certificação você precisa e qual destacará você como um profissional no mercado financeiro.

    Existem diversas certificações destinadas à profissionais do mercado financeiro. Diferentes cargos exigem diferentes certificações. Além disso, sua obtenção pode representar um grande diferencial para um candidato à uma vaga de emprego ou até num estágio no ramo.

    CPAs: Certificação Profissional ANBIMA

    A CPA-10 e a CPA-20 estão entre as certificações mais populares da ANBIMA. A CPA-10 é destinado a profissionais que atuam na venda de produtos de investimento diretamente para o público, em agência bancárias ou plataformas de atendimento.

    Essa é a certificação mais barata, custando cerca de R$290,00*, e com certeza a mais fácil de se obter da ANBIMA. Mais de 344.000 certificações CPA-10 já foram emitidas.

    A diferença entre a CPA-10 e a CPA-20 é que a última é destinada à quem trabalha vendendo produtos no segmento varejo alta renda, private banking, corporate e de investidores institucionais. Já foram emitidas mais de 89.000 destas certificações e o valor do exame é de cerca de R$460,00*.

    O conteúdo dos dois exames é muito semelhante, sendo a CPA-20 a mais abrangente, com foco em fundos e outros produtos oferecidos por bancos. Ambas exigem apenas um conhecimento superficial acerca de finanças, tornando fácil a preparação para a prova. Em contrapartida, são poucos os cargos acessíveis à esses profissionais.

    CEA: Certificação de Especialista de Investimentos ANBIMA

    A CEA certifica profissionais que assessoram os gerentes de contas de investidores pessoas físicas em investimentos, com poder para indicar produtos de investimento. Além de habilitar assessores de investimentos, a obtenção da CEA torna o profissional um investidor qualificado.

    Existem cerca de 2.200 profissionais com essa certificação e ela custa por volta de R$771,00*. O conteúdo do exame inclui grande parte daquilo incluso na CPA-20 porém também cobra conhecimentos de matemática financeira, planos de previdência complementar, gestão de carteira, planejamento financeiro e os princípios do Código de Ética do IBCPF.

    Semelhante à CPA-20, o exame não exige um conhecimento muito aprofundado acerca de produtos e investimentos financeiros.

    CGA: Certificação de Gestores ANBIMA

    A CGA certifica os profissionais que atuam na gestão de recursos de terceiros, com poder para tomar decisões de investimento. A atividade de gestão pode ser realizada por meio de veículos coletivos de investimento, como fundos e clubes de investimento, ou individualmente, via carteiras administradas.

    A CGA é com certeza a certificação mais prestigiada e mais difícil da ANBIMA. Existem apenas 896 profissionais com esta certificação. O exame é realizado em dois módulos com o custo em torno de R$617,00* por módulo.

    O primeiro módulo, abrange métodos quantitativos, economia, análise de balanços e teoria sobre os mercados de renda fixa, renda variável e derivativos. Também são abordadas questões de ética e legislação dos fundos brasileiros.

    O segundo módulo tem um grau maior de subjetividade nas respostas. Nessa etapa, a maioria das matérias trata de teorias como gestão de carteiras de renda fixa, gestão de renda variável, teoria de carteiras, modelos de precificação e gestão de risco e desempenho.

    O objetivo da prova é cobrar dos candidatos uma visão geral dos produtos, leis e teorias que envolvem o processo de tomada de decisões de investimentos. Enquanto as CPAs e a CEA são destinadas predominantemente à profissionais envolvidos com vendas de produtos de investimento, a CGA, por sua vez destina-se a certificar gestores de recursos.

    Características comuns entre as certificações ANBIMA

    Todas as quatro certificações da ANBIMA exigem um acerto mínimo de 70% das questões do exame para sua aprovação.

    Não há nenhum pré-requisito para a obtenção das certificações.

    Além disso, profissionais certificados com a CPA-20 podem realizar todos os cargos atribuídos àqueles com a CPA-10. E profissionais certificados com a CEA podem realizar todos os cargos atribuídos àqueles com a CPA-20.

    As certificações são válidas por 5 anos para profissionais que seguem trabalhando no ramo e válidas por 3 anos para aqueles que não se encontram trabalhando no ramo no momento de vencimento da certificação.

    CNPI: Programa de Certificação da Apimec

    O certificado CNPI é exigido para os profissionais que irão exercer a atividade de Analista de Valores Mobiliários, conforme estabelecido na Instrução CVM nº 483/10.  

    Essa certificação é destinadas a analistas de valores mobiliários atuantes nas seguintes áreas: Administração de Recursos; Consultoria; Análise e Pesquisa Financeira; Investment Banking; Finanças Corporativas; Administração de Riquezas; Relações com Investidores; Vendas e Operações nos Mercados Financeiros e de Capitais.

    A certificação está dividida em três categorias: CNPI para o analista fundamentalista, CNPI-T para o analista técnico e CNPI-P para o analista pleno (fundamentalista e técnico).

    Existem 3 diferentes tipos de exames, sendo que todas as certificações exigem a aprovação no exame Conteúdo Brasileiro (CB) que aborda assuntos de Sistema Financeiro Nacional, Conceitos Econômicos, Governança Corporativa, Mercados de Renda Fixa, Renda Variável, Derivativos, etc.

    Para o profissional ser certificado com a CNPI, além da aprovação no CB ele deve ser aprovado no exame de Conteúdo Global 1 (CG1) que engloba análise de ações, finanças corporativas, relatório financeiros e contabilidade financeira.

    Para o profissional ser certificado com a CNPI-T, além da aprovação no CB ele deve ser aprovado no exame de Conteúdo Técnico 1 (CT1) que engloba fundamentos da análise técnica; Teoria de Dow, Conceito de Tendência, Figuras Gráficas, entre outros.

    Por sua vez, a obtenção do CNPI-P exige que o profissional seja aprovado nos três exames: CB, CG1 e CT1.

    O exame CB custa cerca de R$520,00* e tanto o CG1 como o CT1 custa cerca de R$695,00*. Hoje, existem cerca de 1630 profissionais certificados pela Apimec (somando as três diferentes certificações).

    O único requisito das certificações CNPI é a conclusão do ensino superior. Ainda assim, é possível realizar os exames antes da conclusão do curso superior, já que a comprovação do curso superior em qualquer área somente será exigida no momento da solicitação do CNPI.

    CFP: Certified Financial Planner

    O CFP é destinado a profissionais que atuam em atividades relacionadas em planejamento financeiro pessoal, private banking e gerentes de relacionamento que auxiliam os clientes de alta renda.

    O exame de certificação está dividido em 6 módulos: Planejamento Financeiro e Ética, Gestão de Ativos e Investimentos, Planejamento de Aposentadoria, Gestão de Riscos e Seguros, Planejamento Fiscal e Planejamento Sucessório. A taxa de inscrição do exame completo (todos os módulos) é de cerca de R$ 1160,00*.

    A Certificação CFP é uma certificação internacional, mas o exame realizado no Brasil é adaptado ao padrões brasileiros. Atualmente existem 2.944 planejadores financeiros certificados no Brasil, enquanto no mundo, o total se aproxima dos 160.000.

    A aprovação no Exame é apenas a primeira etapa que o profissional terá que passar para obter sua certificação CFP. Existem certos requisitos que devem ser cumpridos. Após a aprovação em todos os módulos, o profissional deverá comprovar: formação acadêmica e no mínimo, 3 anos de experiência profissional no relacionamento direto com clientes pessoas físicas. Além disso, ele deve realizar sua associação à Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

    A manutenção da certificação exige que a cada 2 anos o profissional comprove sua educação continuada através de cursos e atividades registrados junto à Planejar, seminários, publicação de artigos e papers, ensinamento de aulas e palestras e participação de outras atividades.

    CFA: Chartered Financial Analyst

    O CFA é uma das certificações mais prestigiadas do mundo, destinado a analistas e gestores de investimentos. É uma designação equivalente a um título de pós-graduação não acadêmico na área financeira.

    O programa está dividido em três níveis: Nível I = conhecimento e compreensão dos conceitos e ferramentas básicas de análise de investimentos. Nível II = aplicação e análise voltados para avaliação de ativos, com foco em contabilidade. Nível III = gestão de ativos e gestão de carteiras.

    Todas as provas são em inglês e o Nível III possui questões discursiva. Também é exigido os padrões de contabilidade estadunidenses, como o U.S. GAAP e o IFRS.

    Pela complexidade dos conteúdos, é uma certificação que exige meses de estudo por cada nível.

    O custo do exame é de cerca de US$ 930* por nível. Hoje, existem cerca de 900 profissionais certificados no Brasil e cerca de 135.000 charterholders ao redor do mundo.

    Para inscrever-se nos exames é necessário ter um diploma de bacharelado, ou estar no ano final do bacharelado no momento da inscrição, ou ter 4 anos de experiência profissional, **ou **ter uma combinação de experiência profissional e graduação que somem pelo menos 4 anos.

    Um profissional só se torna um charterholder se, além obter a aprovação nos três níveis de exames, ele possuir quatro anos de experiência profissional, especificamente em decisões de investimento, podendo ter sido antes, durante ou após a aprovação.

    A certificação CFA é uma garantia de que o profissional realmente tem amplo conhecimento sobre o mercado financeiro, além de ser comprometido com a atuação ética e transparente, de acordo com as diretrizes do CFA Institute.

     

    Valores de fevereiro de 2017.*

    Posted by Igor Lodygensky, CEA in Diversos, 2 comments